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Profissão pet sitter: cuidadores de animais em domicílio

Pet Sitter

Profissão pet sitter: cuidadores de animais em domicílio

Por mais que os pets sejam os melhores amigos de sua família, em algumas ocasiões a separação entre os bichinhos e seus tutores é inevitável. Seja por viagens, trabalho ou mesmo um imprevisto, nesses momentos é preciso encontrar a melhor maneira de mantê-los bem. 

É ai que entra o pet sitting, um tipo de serviço em que o cuidador vai até a residência em que o animal doméstico vive para atender as suas necessidades. A maior vantagem em relação ao hotelzinho, por exemplo, é a adaptação do pet, que não precisa sair do local em que está ambientado.

Popular em países da Europa e nos Estados Unidos, aqui no Brasil ser pet sitter, muitas vezes, é visto como um bico, ou seja, uma atividade para complementar a renda. Porém, é uma grande oportunidade para se especializar e se firmar profissionalmente, como é o caso da Laís da Silva Santos, que atua no mercado desde 2014.

“Eu trabalhava em uma ONG de proteção aos animais e percebia que muitas pessoas devolviam os bichos porque não tinham com quem deixar quando iam viajar. Uma amiga, que já era pet sitter, foi quem me incentivou a fazer o trabalho, já que eu tinha essa experiência. No começo era para complementar a renda, mas hoje é a minha profissão”, diz.

A pet sitter Laís da Silva Santos (crédito: arquivo pessoal)

Com sua agenda cheia para as férias de verão, Laís alerta que, para ser pet sitter, além de amar os animais, é preciso muito estudo e dedicação. Cursos como comportamento animal e primeiros socorros são apenas alguns dos indicados por ela. “Minha formação inclui cursos de auxiliar de veterinária, reiki, cromoterapia, comportamento felino, dogwalker, aplicabilidade de feromônio e primeiros socorros entre outros”, conta.

Sua visita, que dura uma hora, custa cerca de 75 reais. Entre as atividades estão limpar a caixa de areia, dar comida, trocar a água, estar apta para perceber qualquer alteração física e emocional, saber agir em caso de emergência, manter os tutores atualizados e, claro, brincar muito com os bichinhos. 

Laís ainda conta que muitas pessoas acham caro o valor cobrado pelos seus serviços, porém, alerta que, além da sua especialização, custos como transporte, um bom celular com pacote de dados, uniforme, brinquedos, cortador de unha, catnip (erva de gato), Feliway (medicamento que ajuda no controle do humor dos felinos) e cartão de visitas devem ser contabilizados.

“Ser pet sitter não é um bico; é uma profissão que exige muita sensibilidade, porque você cuida de vidas e também recebe muito carinho em troca”, finaliza.

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